3/01 – Estágio 2 – Resistencia > San Miguel de Tucumán

Motos, Quadris, UTVs e Carros
Especial: 275 km
Total: 803 km

Caminhões
Especial: 284 km
Total: 812 km

Chaco, cabeças ou caudas

Os fregueses acreditam que conhecem a Argentina, mas eles ainda têm de encontrar o “Chaco”! Nesta região repleta de histórias para os conhecedores das competições do rali mundial (Transchaco, etc), paciência e cabeça fria são bens inestimáveis, especialmente quando se trata da poeira. A menos que, claro, ela vire lama!

 

O dia

Uma especial longa e passando pelo temido “Chaco”, o resultado de hoje foi bem diferente do que vimos ontem no dia mais curto do Dakar 2017.

Entre as motos, vitória do atual campeão #01 Toby Price da KTM, ele que ontem havia feito apenas um 17º lugar, hoje mostrou porque ganhou o Dakar ano passado. Em 2º lugar ficou o inglês #16 Matthias Walker, que também realizou uma etapa bastante consistente, num dia de dobradinha para a KTM. Em 3º o português Paulo Gonçalves.

“Foi uma etapa muito rápida sem problemas de navegação, mas as condições eram difíceis com muito calor e pó, o que torna as coisas mais exigentes para os pilotos e para as motos. Além disso era importante estar atento às vacas que cruzam a estrada para não termos nenhum acidente, eu estou habituado a ver cangurus. O rali começou agora e eu estou pronto para continuar neste ritmo” comentou Toby Price.

Para os brasileiros, destaque para a ótima colocação de #164 Ricardo Martins que terminou o dia na 41ª posição e na geral fica em 46º. #158 Gregorio Caselani ficou em 62º e #159 Richard Filter ficou em 64º, resultados importantes considerando a estreia dos três brasileiros na competição.

Nos quadris, o brasileiro #271 Marcelo Medeiros, vencedor do dia de ontem, também liderou o primeiro trecho da especial, porém ao longo da mesma foi superado e terminou num ótimo 5º lugar, que o mantem na briga direta pelo título. Resta saber o motivo da perda gradual de performance ao longo do dia.

Nos carros, quem dominou o dia foi o piloto do WRC, #309 Sebastien Loeb e seu navegador Daniel Elena com o Peugeot DKR 3008. Loeb venceu a especial e assumiu a liderança do Rally Dakar, atrás deles com 1:23 de diferença do vencedor de ontem, #301 Nasses Al-Attlyah / Matthieu Baumel – Toyota, que devem estar comemorando o problema de ontem não ter deixado sequelas, e em seguida ficaram em 3º #304 Carlos Sainz / Lucas Cruz – Peugeot, 4º #302 Giniel De Villiers / Dirk Von Zitzewitz – Toyota e pra fechar os 5 primeiros, #305 Nani Roma / Alex Haro Bravo – Toyota.

“Os Top 5 do dia ficam com 3 Toyotas e 2 Peugeots, mostrando que a briga do ano deve ser entre as duas marcas. Vale destacar as diferenças entre os dois modelos, os Peugeot são 4X2, diesel e bi-turbo enquanto as Toyotas são 4X4, gasolina e aspiradas, vejam que interessante, apesar de serem conceitos completamente diferentes, estão andando no mesmo ritmo. O melhor Mini foi o Yazeed em sexto, a 5 minutos do líder. Ainda é cedo para afirmar, porém Sven Quandt, chefe da Mini, já deve estar lamentando a falta de um piloto mais experiente, principalmente no desenvolvimento dos carros. Quem ficou hoje foi o segundo colocado de ontem Xavier Pons, de Ford Ranger, bateu em uma pedra e perdeu um “canto” de suspensão, está aguardando assistência parar tentar seguir na prova” comenta Youssef Haddad.

Os brasileiros #339 Sylvio de Barros / Rafael Capoani – Mini ficaram em 26º lugar, uma boa posição, se levarmos em conta a pouca experiência de ambos com o carro.

“A tendência é que conforme se sintam mais a vontade, comecem a ganhar posições, mas ai vão chegar as dunas… e terão que se acostumar com o carro e com a areia”, completa Youssef.

Nos UTVs pelo visto hoje o dia foi bem complicado. Até o fechamento desta matéria, apenas 3 UTVs chegaram ao final da especial. #352 Leandro Torres / Lourival Roldan – Polaris, chegaram a liderar a especial porém devem ter tido algum problema e passaram no CP2 com 1 hora de desvantagem para os líderes, até o momento estão em 3º lugar.

“Hoje a especial foi rápida, com os ponteiros superando a média de 120 km/h, já amanhã a história será outra, 364 km de trecho cronometrado, em uma região já de maior altitude onde terão início os trechos de fora de estrada, onde a planilha se resume a orientações de GPS, incluindo nessa receita os WPC, a grande novidade da navegação 2017, ou seja alguns way points, que são pontos virtuais, devem ser alcançados no roteiro, porém sem que os mesmos sejam visualizados no GPS, você vai saber que alcançou o mesmo por uma mudança de cor na tela, mas não terá certeza exata de onde ele esta. Tarefa árdua para o navegador Daniel Elena que abrirá a especial dos carros. Enfim, amanhã o dia será muito mais duro que os dois primeiros, dificuldade que vai se aumentar dia a dia e quem quer ser campeão que se apresente!” finaliza Youssef Haddad.