9/01 – Estágio 7 –  La Paz > Uyuni

Motos, Quadris, UTVs, Carros e Caminhões
Especial: 322 km
Total: 622 km

Uma maratona antes da retomada

O rali começa a sua viagem de regresso, em direção ao que se tornou um dos seus pontos obrigatórios desde 2014. Uyuni, que é bem conhecido pelos corredores, será mais uma vez transformado em acampamento. Para esta primeira parte da etapa maratona, que incluirá longas seções de trilhas pela areia, o parque de serviços estará aberto a todos os veículos, exceto os inscritos na categoria sem direito a assistência.

O dia

 

Com as fortes chuvas dos últimos dias na Bolívia, a organização teve que se virar e criar uma especial nova de 162 km para essa sétima etapa, buscando trechos ainda transponíveis. A nova especial foi um misto de trechos que da especial original de hoje com a especial cancelada da sexta etapa.

Nas motos

Entre as motos a vitória do dia foi do surpreendente americano Brabec, seguido de perto pelo português do bem, Paulo Speed Gonçalves. Na classificação geral, Sunderland da KTM segue na liderança com mais de 17 minutos de vantagem para Quintanilla da Husqvarna. Entre os brasileiros das duas rodas, o dia começou triste com a desistência do Gregório Caselani, que vinha sofrendo para concluir as etapas após cair em cima de espinhos que o castigavam. Por sua vez Ricardo Martins concluiu o dia em 51* e Richard Fliter em 78*, muito importante estarem bem fisicamente e com suas motos em ordem.

Nos carros

Com todas as mudanças no dia de hoje, o sistema de cronometragem do rali deixou de apresentar os tempos parciais, nos deixando ansiosos e sem notícias.

Se no Dakar você não tem notícias e precisa arriscar quem ganhou a especial, quem esta liderando a prova ou mesmo quem ganhou o rali, arrisque Peterhansel e Cottret, a probabilidade de acertar é grande.

Foi isso mesmo que aconteceu, porém com apenas 48 segundos de vantagem para os companheiros de equipe Loeb e Daniel, que abriram toda a especial, o que engrandece ainda mais esse segundo lugar no dia. Em terceiro, eles que estavam sumidos, De Villiers e Von Zit, seguidos por Hirvonen e Perin em quarto e Roma e Bravo em quinto.

Na classificação geral, Peterhansel e Loeb se distanciaram dos demais, mantendo quase 2 minutos de diferença entre eles e abrindo mais de 11 para o terceiro colocado Nani Roma, Despres caiu para quarto lugar, em um mal dia, ficando agora 14 minutos do líder. Embora as diferenças ainda sejam recuperáveis, se o rali tender a uma disputa entre os maiores campeões, Peterhansel do Dakar e Loeb do WRC, bem provável que tenhamos uma definição da equipe quanto a quem deva ganhar a prova e insisto, a tendência é que a decisão seja a favor de Loeb. Mas ainda é muito cedo pra dizer, posso afirmar com tranquilidade que essa decisão vem só após a especial Belem-Belem, nas famosas e temidas areias de Fiambala.

Sylvio de Barros e Rafael Capoani tiveram outro dia difícil, sendo 55 minutos mais lentos que os vencedores do dia, ainda não tivemos notiícias sobre o que atrasou os brasileiros que ficaram provisoriamente com o 34* tempo do dia e caíram para 16* na classificação acumulada. Vamos ficar na torcida para que o carro não tenha nenhum problema mecânico, o que pode comprometer o dia deles para amanhã. Esperamos e acreditamos que devam ter tido algum problema com roteiro ou mesmo ficaram preços em uma duna.

“Não posso deixar de destacar que essa noite os veículos não terão apoio de suas equipes, todos os veículos de competição, assim como os competidores, ficarão alojados numa base do exercito Boliviano em Uyuni, fiquei lá em 2015, o local é muito frio, com um ar rarefeito que limita a respiração, porém a estrutura montada pelo exercito e pelo governo, da um nível de conforto aos pilotos muito bom. Ruim mesmo é pra quem chegar com problemas mecânicos e ter que se virar com suas capacidades com as ferramentas e peças que levaram em seus carros”, complementa Youssef Haddad.

Nos UTVs

Leandro Torres e Lourival Roldan, seguem liderando entre os UTVs, com quase 3 horas de vantagem para os segundos colocados, hoje a dupla Brasileira fez o terceiro melhor tempo.

“O dia de amanhã será a segunda perna da maratona e os últimos quilômetros na Bolívia, com a primeira parte da especial ainda na altitude e com dunas, seguida de um deslocamento para atravessarem a fronteira e retomarem a especial para uma segunda parte na argentina numa sucessão de descidas por cânions. No total 492 km cronometrados e outros 400 em deslocamento. Para no fim de tudo voltarem a ver suas equipes e seus fundamentais mecânicos”, finaliza Youssef Haddad.