Entre Fraiburgo e Canoinhas, SC, os competidores apresentaram ‘certo’ estranhamento sobre as condições que o Rally Transcatarina deste ano se encontra… Sem chuva, pilotos e navegadores precisam se adaptar a um terreno seco e poeira, em uma disputa decidida nos detalhes.

Em Fraiburgo, SC, o termômetro marcava 2 graus quando foi autorizada a largada para o primeiro dia de prova do Rally Transcatarina 2016. A geada foi impiedosa, mas embelezava a grama… A neblina ainda se fazia presente e o frio judiava dos participantes! Mas, às 7h30, todas as duplas estavam alinhadas para dar início à competição que teve como destino a cidade de Canoinhas, SC. O roteiro teve 286 quilômetros de trilhas técnicas e médias justas de velocidades, porém, devido o piso seco, destacou a falta daquele que, muitas vezes, faz a alegria da “rapaziada”: São Pedro não veio, chuva não teve e, entre tantos obstáculos de percurso, a lama e o barro estiveram ausentes.

O roteiro – que também passou pelos municípios de Lebon Regis e Timbó Grande – adentrou propriedades particulares (as Fazendas Adami e Temasa), destinadas ao cultivo de maçã, grãos (milho e soja) e pinus. Para impor um ritmo forte de disputa, o diretor de prova Weidner Moreira, estabeleceu diversos laços e pegadinhas com várias mudanças de direção e referências próximas, ou seja, um rali bem rápido e dinâmico. Ainda, teve a tradicional travessia do Rio Caçador Grande, que embeleza a região e rende imagens magníficas ao evento.

“Havia muitas trilhas escondidas na mata, se descuidasse, perdia o caminho. Para o pessoal da Máster, o início da primeira etapa foi bem bonita, pois o orvalho cobria os pomares de maçã. Se podemos dizer que tivemos um trecho molhado, foi dentro da plantação de pinus, mas o terreno estava pouco liso. Desta forma, em chão seco, a ‘tocada’ fica na freada e acelerada para manter o tempo de prova, é uma briga constante com o carro e com o hodometro”, contou o navegador Jhonatan Ardigo.

Bons na chuva, melhores no seco

Eles queriam chuva, mas não fizeram birra para acelerar em piso seco. Pela Máster, Flávio Roberto Kath e Rafain Walendowsky mostraram que estão com toda a disposição para conquistar o terceiro título do Rally Transcatarina (2009 e 2014), e venceram o primeiro dia do certame. Entretanto, essa missão não será fácil, pois a diferença foi de apenas cinco pontos para os segundo colocados, Paulo Roberto de Goes e Jhonatan Ardigo. Na terceira posição, vieram Leandro Pereira Moor e Claudio Roberto Flores. “Conquistamos o troféu hoje, pois mantivemos o foco do início ao fim. Porém ainda temos mais dois dias de rali, e tudo pode acontecer. A receita é manter a atenção, sem desviar um segundo sequer”, falou Kath. Para o navegador as três etapas do dia estavam bem difíceis. “Mas muito gostosas apesar de seco. A organização está de parabéns”.

Na Graduados, a disputa foi altamente acirrada. As duplas Denis Lutke e Marcio Pedro Pilz, e Everton Gratt e Wesley Sari, empataram com 34 pontos, sendo a decisão no critério de desempate conforme manda o regulamento desportivo da modalidade. Assim, Lutke e Pilz levaram vantagem. Em terceiro lugar, ficaram Igor Ditzel Kritski e Robson Schuinka. “Essa vitória é muito importante, pois estamos desde novembro sem competir, e no trecho inicial, ainda estávamos retomando o entrosamento da dupla. A sensação de subir no primeiro lugar é inexplicável”, contou Pilz.

O piloto André Diniz Pereira e o navegador Marcelo Antonio Detoni foram os melhores da Turismo, com uma vantagem de dez pontos para Leonardo Borges Menarim e Adriana Micheli. Na terceira posição, ficaram Guilherme Barbosa e Lisiane Homem. “É uma emoção muito grande. Entramos para ganhar, concentrados e o resultado veio. Começar o Transcatarina desta forma faz toda a diferença”, comemorou Detoni.

Os Jeep fizeram bonito em outra briga extremamente parelha. Somente dois pontos de diferença entre Kassiano Kerber e Michael da Silveira Masson, e Franco Caesar Gommersbach e Lucas Albert Gommersbach. Atrás dele, mantiveram-se Adevilson Cesar Barbosa Prates e Rafael Martin Benavides. “Tivemos um trajeto extremamente interessante para a nossa categoria, que exige terreno bom. Só faltou mesmo a ajuda de São Pedro”, disse Masson.

Nesta sexta-feira, 29, tem mais Rally Transcatarina que seguirá rumo a Rio Negrinho, SC. Serão disputadas mais três etapas em 254,25 quilômetros. A prova é rápida, em propriedades particulares (Renova e Ituporanga), com quadras mais longas e piso cascalhado.

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Informações divulgadas pela assessoria de imprensa.