A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) “é o único poder esportivo nacional qualificado para estabelecer e aplicar os regulamentos destinados a incentivar e reger as competições e recordes automobilísticos, organizando as provas, campeonatos, torneios, copas e troféus internacionais, nacionais e interestaduais”, cabendo às Federações (FAUs, listadas no final do post) a organização desses eventos no âmbito estadual.

No Brasil todas as competições automotivas tem que ser homologadas pela CBA, inclusive os rallys, para isso existe o Código Desportivo do Automobilismo – CDA, que é um conjunto de normas atualizado todos os anos e serve para regulamentar, incentivar e facilitar a prática do esporte automobilístico.

Todas as competições de rally de regularidade devem seguir o regulamento básico da CBA e ter seu regulamento particular com maiores detalhes, inclusive mudando alguns ítens permitidos no regulamento da CBA. Na sequência destacamos alguns pontos do CDA e do regulamento geral de rally de regularidade 4×4.

É muito importante que todos os participantes leiam os regulamentos completos e se informem sobre suas obrigações e direitos!

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Para adiantar sua filiação na CBA esse ano já leve sua ficha de inscrição preenchida!

Clique aqui e faça o download da ficha!

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CÓDIGO DESPORTIVO DO AUTOMOBILISMO – CDA 2016

CAPÍTULO IV – DAS MODALIDADES e DAS CATEGORIAS DESPORTIVAS

SEÇÃO IV – DO RALLY DE REGULARIDADE

Art. 13 – São provas disputadas com veículos bipostos ou com maior capacidade, incluindo caminhões, com largada individual, realizadas em percursos abertos ao tráfego normal de veículos, em piso pavimentado ou não, em trechos não cronometrados de deslocamento e percursos cronometrados cuja velocidade média estabelecida é determinante para a apuração do seu resultado final.

CAPÍTULO V – DOS PILOTOS, NAVEGADORES E EQUIPES

SEÇÃO IX – DOS PILOTOS E NAVEGADORES DE RALLY

Art. 33 – Para a participação em provas nas modalidades de Rally de Velocidade e de Regularidade, será exigida a Licença de Piloto ou Navegador de Rally, de Velocidade ou de Regularidade, conforme a modalidade e/ou o cadastramento, cujos critérios de admissão e promoção serão os seguintes de acordo com a modalidade:

33.2 – Rally de Regularidade:

I – Piloto Graduado de Rally de Regularidade – PGRR
II – Navegador Graduado de Rally de Regularidade – NGRR
III – Piloto Turismo de Rally de Regularidade – PTRR
IV – Navegador Turismo de Rally de Regularidade – NTRR
V – Piloto Novato de Rally de Regularidade – PNRR
VI – Navegador Novato de Rally de Regularidade – NNRR

33.6 – São requisitos para o cadastramento da Licença de Piloto/Navegador Novato de Rally de Regularidade PNRR/NNRR:

I – O Piloto/Navegador deverá ter a da idade mínima (conforme art.33.3 e 33.4);
II – Não ter recebido nos últimos 03 (três) anos Licenças CTRR, ou suas antecessoras;
III – Não ter sido classificado em 1 ou 2 lugares por no mínimo duas vezes em eventos na categoria de acesso (novato, estreante, júnior, turismo ligth ou qualquer outra denominação que indique uma categoria iniciante) no ano anterior.

O Piloto/Navegador com Licença PNRR/NNRR participa nos eventos somente na categoria Novatos ou similar (categoria de acesso).

33.7 – São requisitos para a emissão da Licença de Piloto/Navegador Turismo de Rally de regularidade PTRR/NTRR:

I – ter a idade mínima (conforme art.33.3 e 33.4);
II – Não ter recebido nos últimos 05 (cinco) anos Licença CGRR ou suas antecessoras.

33.7.1 – A emissão da Licença PTRR/NTRR é obrigatória para os Pilotos/Navegadores que se classificarem em primeiro ou segundo lugar por no mínimo duas vezes na categoria de acesso (novato, estreante, júnior, turismo light ou qualquer outra denominação que indique uma categoria iniciante) no ano anterior.

O Piloto/Navegador com Licença PTRR/NTRR não poderá participar na categoria de acesso (novato, estreante, júnior, turismo light ou qualquer outra denominação que indique uma categoria iniciante), devendo participar nos eventos na categoria turismo ou similar ou, caso o outro componente da dupla possua Licença PGRR/NGRR, na categoria graduado.

No caso de participação na categoria graduado, a promoção para a Licença PGRR/NGRR somente ocorrerá se for classificado em primeiro ou segundo lugar em campeonatos nacionais ou Estaduais.

Independente do regulamento do campeonato ou do evento, a dupla composta por um Piloto/Navegador com Licença TURISMO e o outro com Licença GRADUADOS largará nas provas, após as duplas na qual os Pilotos/Navegador possuam cédula GRADUADOS e que tenha confirmada a sua inscrição até 24 horas antes da prova.

33.8 – Para a emissão da Licença de Piloto/Navegador Graduados de Rally de Regularidade PGRR/NGRR, além da idade mínima (conforme art.33.3 e 33.4), o Piloto/Navegador deve ser portador da Licença CTRR, PR e se enquadrar em uma das seguintes condições:

I – Obrigatório para os Pilotos/Navegadores que se classificaram em 1º ou 2º lugar na classificação final do ano anterior, em campeonatos nacionais;
II – Obrigatório para os Pilotos/Navegadores que se classificaram em 1º ou 2º lugar na classificação final do ano anterior, em campeonatos estaduais;
III – Facultativo para os Pilotos/Navegadores que se classificaram do 3º ao 5º lugar na classificação final do ano anterior, em campeonatos nacionais;
IV – Facultativo para os Pilotos/Navegadores que se classificaram 3º ao 5º lugar na classificação final do ano anterior, em campeonatos estaduais.

Para que o Piloto/Navegador obtenha o direito à promoção, o campeonato deve ter na sua classificação final, no mínimo 10 (dez) concorrentes que tenham participado em pelo menos 50% das provas disputadas.

O Piloto/Navegador com Licença PGRR/NGRR não poderá participar na categoria de acesso (novato, estreante, júnior, turismo light ou qualquer outra denominação que indique uma categoria iniciante) e/ou na Turismo ou similar, devendo participar nos eventos na categoria Graduado ou similar.

CAPÍTULO VI – DA ORGANIZAÇÃO DAS COMPETIÇÕES

SEÇÃO I – DAS CONDIÇÕES GERAIS

Art. 42 – Todas as manifestações desportivas de automobilismo nacionais, interestaduais e estaduais organizadas no Brasil serão regidas pelo presente Código e serão assim definidas:

I – Evento – É um acontecimento organizado com objetivos automobilísticos, compreendendo uma ou várias provas ou modalidades desportivas.
II – Prova – É uma competição integrante de um evento e corresponde ao intervalo entre a largada e chegada dos competidores, podendo ser:

a) De velocidade – que terão seus resultados definidos através da apuração dos melhores tempos obtidos para cobrir determinada distância previamente estabelecida.
b) De regularidade – que terão seus resultados definidos através da apuração da maior proximidade de uma média previamente estabelecida para cobrir determinada distância.
c) De perícia – que terão seus resultados definidos através de critérios previamente estabelecidos que podem abranger velocidade, média e perícia para cobrir determinada distância.

III – Bateria – É uma subdivisão de uma prova, com seus resultados determinantes para a definição da classificação ou do resultado final da mesma.

42.1 – As provas correspondentes a Campeonatos, Torneios, Troféus ou Copas poderão ser tratadas como Etapas, porém jamais como baterias.

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Regulamento Geral – Rally de Regularidade 4×4 2016 – CBA

O regulamento geral traz diversas especificações para todos os rallys de regularidade 4×4, por isso vale a leitura na íntegra!

Diversos itens descritos no regulamento geral podem ser alterados de acordo com as especificidades de cada prova e estão descritos no regulamento específico da prova e/ou campeonato.

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ARTIGO 1 – DEFINIÇÃO

Provas de rally de regularidade específicas para veículos 4X4, constituídas por trechos variáveis e médias horárias a serem definidas em uma planilha de roteiro, a fim de proporcionar igualdade de condições de vitória a todos os concorrentes inscritos na competição.

ARTIGO 2 – PERCURSO

Estradas pavimentadas, secundárias, privadas ou abandonadas, circuitos especiais e trajetos fora de estrada prevalecendo nas vias públicas as leis de trânsito locais. Poderá haver trechos diferentes para cada categoria.

ARTIGO 5 – CATEGORIAS

5.2 – Em todos os Campeonatos os nomes válidos para as categorias a serem disputadas serão:
Categorias: Graduado, Turismo e Turismo Light.

5.3 – É possível em um Campeonato a existência da categoria Master, onde só poderão participar Pilotos/Navegadores com licença PGRR / NGRR, conforme regulamentação a ser definida no regulamento do Campeonato.

5.4 – Na categoria Graduados somente serão permitidas as inscrições de concorrentes que constem no cadastro da CBA na categoria Graduado – PGRR (Piloto Graduado de Rally de Regularidade e NGRR (Navegador Graduado de Rally de Regularidade).
É também permitida a participação nesta categoria de um concorrente filiado como PTRR (Piloto Turismo de Rally de Regularidade) e NTRR (Navegador Turismo de Rally de Regularidade), desde que o outro concorrente da dupla seja filiado como PGRR / NGRR. Neste caso essa dupla largará nas provas, após as duplas na qual os 02 (dois) concorrentes possuam licença PGRR/NGRR e que tenha confirmada a sua inscrição até 24 (vinte e quatro) horas antes da largada da prova. A simples participação na categoria graduado de um concorrente filiado como PTRR / NTRR não implica na sua promoção automática.

5.5 – Na categoria Turismo somente serão permitidas as inscrições de concorrentes que constem no cadastro da CBA na categoria Turismo – PTRR (Piloto Turismo de Rally de Regularidade) e NTRR (Navegador Turismo de Rally de Regularidade)

5.6 – Na categoria Turismo Light somente será permitida as inscrições de concorrentes que não constem no cadastro da CBA nas categorias Turismo e Graduado – PNRR (Piloto Novato de Rally de Regularidade) e NNRR (Navegador Novato de Rally de Regularidade)

ARTIGO 7 – INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÃO

Para todas as categorias é permitido o uso de qualquer instrumento de navegação.

ARTIGO 15 – TRECHOS DA PROVA

15.1 – Trechos de regularidade: São trechos representados por números inteiros ou pela letra “V”, indicando a velocidade média a ser mantida, em km por hora.

15.2 – Deslocamentos: São trechos representados pela letra “D” e servem, por exemplo, para as travessias de cidades, povoados e vilarejos, onde não haverá média de velocidade imposta e sim, um tempo pré-determinado para a travessia.

15.2.1 – Quando da travessia de cidades ou vilas, que deverão estar identificados no Livro de Bordo, os trechos de deslocamento não poderão ter média superior a 40 (quarenta) Km/h.

15.3 – Neutralizados: São trechos de parada, representados pela letra “N”, onde o concorrente tem um tempo estipulado para recuperar o seu tempo de prova, transpor algum obstáculo, descanso, abastecimento ou reparos.

ARTIGO 18 – PLANILHA DE ROTEIRO (LIVRO DE BORDO)

18.8 – O levantamento do roteiro deverá ser feito com aparelho(s) eletrônico(s) de precisão mínima de 01 (um) metro, devendo ser utilizado somente um valor de calibre para efetuar toda a medição da prova. O ponto de referência do carro para a medição do PC é a coluna da porta.

18.8.1 – O ponto de fixação do coletor de dados (GPS) deverá ser no painel do carro próximo ao para-brisa dianteiro.

18.10.7 – A não ser quando expresso em contrário a medição quilométrica refere-se ao ponto inicial da respectiva referência, tanto no caso de cruzamento, como no caso de pontes, mata-burro, abrigo de ônibus, etc.

18.14 – Todas as referências serão consideradas no alinhamento ortogonal em relação ao eixo da estrada, dispensando-se a indicação de “no alinhamento de (o) (a)”. Aconselha-se que as referências estejam a uma distância máxima de 20 (vinte) metros do eixo da estrada e que não sejam usados termos regionais. As referências deverão ser as mais ostensivas possíveis.

ARTIGO 21 – CRONOMETRAGEM E POSTOS DE CONTROLE (PCs)

21.2 – Os postos de cronometragem serão posicionados no decorrer do roteiro, em posições e quantidades não conhecidas previamente pelos concorrentes e a sua coleta de tempo será feita via satélite. Eles serão divulgados, através da Ficha Técnica. A Ficha Técnica será entregue aos Comissários Desportivos em envelope lacrado antes da largada da prova e divulgado aos concorrentes na chegada da mesma.

21.2.1 – Todos os PC’s deverão ser colocados junto a referências físicas (ex: árvore, mourão, mata-burro, abrigo de ônibus, etc.) de modo a possibilitar a sua conferência em caso de necessidade posterior.

21.3 – O PC visa medir a navegação e confirmar o caminho e o sentido correto da prova.

21.12 – O concorrente perderá 01 (um) ponto por décimo de segundo de atraso até o limite de 10 (dez) minutos, após o que, perderá fixo 6.000 (seis mil) pontos. Perderá 01 (um) ponto por décimo de segundo de adianto até o limite de 10 (dez) minutos, após o que, perderá fixo 6.000 (seis mil) pontos. Exemplos: 1,3 seg de atraso = 13 pontos perdidos 0,4 seg de adianto = – 4 pontos perdidos Total de pontos perdidos = 17 pontos perdidos.

21.12.1 – Serão declarados vencedores os concorrentes que ao final da prova obtiverem o menor número (absoluto) de pontos perdidos, levando-se em conta os critérios de descarte N-x e N-i previstos no Regulamento do Campeonato que a prova faça parte ou de seu Regulamento Particular de Prova.

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Federações automobilísticas no Brasil

Federações do Sudeste

FASP - Federação de Automobilismo de São Paulo FAERJ - Federação de Automobilismo do Estado do Rio de Janeiro
FMA - Federação Mineira de Automobilismo FAEES - Federação de Automobilismo do Estado do Espírito Santo

Federações do Sul

FGA - Federação Gaúcha de Automobilismo FAUESC - Federação de Automobilismo do Estado de Santa Catarina
FPRA - Federação Paranaense de Automobilismo

 

Federações do Centro Oeste

FADF - Federação de Automobilismo do Distrito Federal FAUGO - Federação Goiana de Automobilismo
FEMTAU - Federação Matogrossense de Automobilismo FAMS - Federação de Automobilismo do Mato Grosso do Sul

 

Federação do Norte

FEPAUTO - Federação Paraense de Automobilismo

 

Federações do Nordeste

FCA - Federação Cearense de Automobilismo FAEM - Federação de Automobilismo do Estado do Maranhão
FAEP - Federação de Automobilismo do Estado da Paraíba FPEA - Federação Pernambucana de Automobilismo
FPARN - Federação Potiguar de Automobilismo FAA - Federação Alagoana de Automobilismo
FSA - Federação Sergipana de Automobilismo FAB - Federação de Automobilismo da Bahia

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