Todo começo de ano, antes de participar de qualquer prova de rally é importante ler os regulamentos e saber tudo que se pode ou não fazer. Neste post vamos explicar um pouquinho como os regulamentos funcionam e destacar alguns pontos principais voltados para o rally de regularidade.

A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) “é o único poder esportivo nacional qualificado para estabelecer e aplicar os regulamentos destinados a incentivar e reger as competições e recordes automobilísticos, organizando as provas, campeonatos, torneios, copas e troféus internacionais, nacionais e interestaduais”, cabendo às Federações (FAUs, listadas no final do post) a organização desses eventos no âmbito estadual.

No Brasil todas as competições automotivas tem que ser homologadas pela CBA, inclusive os rallys, para isso existe o Código Desportivo do Automobilismo – CDA, que é um conjunto de normas atualizado todos os anos e serve para regulamentar, incentivar e facilitar a prática do esporte automobilístico.

Todas as competições de rally de regularidade devem seguir o regulamento básico da CBA e ter seu regulamento particular com maiores detalhes, inclusive mudando alguns ítens permitidos no regulamento da CBA. Na sequência destacamos alguns pontos do CDA 2017 e logo mais teremos outros post comentando o regulamento geral de rally de regularidade 4×4.

É muito importante que todos os participantes leiam os regulamentos completos e se informem sobre suas obrigações e direitos!

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Para adiantar sua filiação na CBA esse ano já leve sua ficha de inscrição preenchida!

Clique aqui e faça o download da ficha!

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CÓDIGO DESPORTIVO DO AUTOMOBILISMO – CDA 2017

CAPÍTULO IV – DAS MODALIDADES e DAS CATEGORIAS DESPORTIVAS

SEÇÃO IV – DO RALLY DE REGULARIDADE

Art. 13 – São provas disputadas com veículos bipostos ou com maior capacidade, incluindo caminhões, com largada individual, realizadas em percursos abertos ao tráfego normal de veículos, em piso pavimentado ou não, em trechos não cronometrados de deslocamento e percursos cronometrados cuja velocidade média estabelecida é determinante para a apuração do seu resultado final.

CAPÍTULO V – DOS PILOTOS, NAVEGADORES E EQUIPES

SEÇÃO VI – DAS MODALIDADES DE PILOTOS E NAVEGADORES

Art. 30 – Ficam estabelecidas as seguintes modalidades de pilotos e navegadores:
I – Piloto de Velocidade
II – Piloto de Velocidade na Terra
III – Piloto de Rally
IV – Navegador de Rally
V – Piloto de Arrancada
VI – Piloto de Drift
VII – Piloto de Track Day
VIII – Piloto de Kart
IX – Piloto e navegador de Veículos Históricos
X – Piloto ou navegador Portador de Necessidades Especiais

SEÇÃO IX – DOS PILOTOS E NAVEGADORES DE RALLY

Art. 33 – Para a participação em provas nas modalidades de Rally de Velocidade e de Regularidade, será exigida a Licença de Piloto ou Navegador de Rally, de Velocidade ou de Regularidade, conforme a modalidade e/ou o cadastramento, cujos critérios de admissão e promoção serão os seguintes de acordo com a modalidade:

33.1 – Rally de Velocidade:
I – Piloto Graduado de Rally de Velocidade – PGRV
II – Navegador Graduado de Rally de Velocidade – NGRV
III – Piloto de Rally de Velocidade – PRV
IV – Navegador de Rally de Velocidade – NRV

33.2 – Rally de Regularidade:
I – Piloto Graduado de Rally de Regularidade – PGRR
II – Navegador Graduado de Rally de Regularidade – NGRR
III – Piloto Turismo de Rally de Regularidade – PTRR
IV – Navegador Turismo de Rally de Regularidade – NTRR
V – Piloto Novato de Rally de Regularidade – PNRR
VI – Navegador Novato de Rally de Regularidade – NNRR

33.6 – São requisitos para o cadastramento da Licença de Piloto/Navegador Novato de Rally de Regularidade PNRR/NNRR:
I – O Piloto/Navegador deverá ter a da idade mínima (conforme art.33.3 e 33.4);
II – Não ter recebido nos últimos 03 (três) anos Licenças PTRR / NTRR, ou suas antecessoras;
III – Não ter sido classificado em 1 ou 2 lugares por no mínimo duas vezes em eventos na categoria de acesso (novato, estreante, júnior, turismo ligth ou qualquer outra denominação que indique uma categoria iniciante) no ano anterior.
O Piloto/Navegador com Licença PNRR/NNRR participa nos eventos somente na categoria Novatos ou similar (categoria de acesso).

33.7 – São requisitos para a emissão da Licença de Piloto/Navegador Turismo de Rally de regularidade PTRR/NTRR:
I – ter a idade mínima (conforme art.33.3 e 33.4);
II – Não ter recebido nos últimos 05 (cinco) anos Licença PGRR / NGRR ou suas antecessoras.

33.7.1 – A emissão da Licença PTRR/NTRR é obrigatória para os Pilotos/Navegadores que se classificarem em primeiro ou segundo lugar por no mínimo duas vezes na categoria de acesso (novato, estreante, júnior, turismo light ou qualquer outra denominação que indique uma categoria iniciante) no ano anterior.
O Piloto/Navegador com Licença PTRR/NTRR não poderá participar na categoria de acesso (novato, estreante, júnior, turismo light ou qualquer outra denominação que indique uma categoria iniciante), devendo participar nos eventos na categoria turismo ou similar ou, caso o outro componente da dupla possua Licença PGRR/NGRR, na categoria graduado.
No caso de participação na categoria graduado, a promoção para a Licença PGRR/NGRR somente ocorrerá se for classificado em primeiro ou segundo lugar em campeonatos nacionais ou Estaduais.
Independente do regulamento do campeonato ou do evento, a dupla composta por um Piloto/Navegador com Licença TURISMO e o outro com Licença GRADUADOS largará nas provas, após as duplas na qual os Pilotos/Navegador possuam cédula GRADUADOS e que tenha confirmada a sua inscrição até 24 horas antes da prova.

33.8 – Para a emissão da Licença de Piloto/Navegador Graduados de Rally de Regularidade PGRR / NGRR, além da idade mínima (conforme art.33.3 e 33.4), o Piloto/Navegador deve ser portador da Licença PTRR / NTRR, ou suas antecessoras e se enquadrar em uma das seguintes condições:
I – Obrigatório para os Pilotos/Navegadores que se classificaram em 1º ou 2º lugar na classificação final do ano anterior, em campeonatos nacionais;
II – Obrigatório para os Pilotos/Navegadores que se classificaram em 1º ou 2º lugar na classificação final do ano anterior, em campeonatos estaduais;
III – Facultativo para os Pilotos/Navegadores que se classificaram do 3º ao 5º lugar na classificação final do ano anterior, em campeonatos nacionais;
IV – Facultativo para os Pilotos/Navegadores que se classificaram 3º ao 5º lugar na classificação final do ano anterior, em campeonatos estaduais.
Para que o Piloto/Navegador classificado em 2º, 3º, 4º ou 5º obtenha o direito à promoção, o campeonato deve ter na sua classificação final, no mínimo 6 (seis) concorrentes que tenham participado em pelo menos 50% das provas disputadas.
O Piloto/Navegador com Licença PGRR/NGRR não poderá participar na categoria de acesso (novato, estreante, júnior, turismo light ou qualquer outra denominação que indique uma categoria iniciante) e/ou na Turismo ou similar, devendo participar nos eventos na categoria Graduado ou similar.

33.9 – Quando em um Campeonato houver a Categoria Máster, os Pilotos/Navegadores com Licença graduados, poderão disputar os eventos na categoria Master, ou similar, conforme regulamentação do campeonato.

33.13 – Para a emissão da Licença de Piloto/Navegador para o ano de 2017, serão considerados os resultados dos campeonatos oficiais da CBA/FAUS de 2011 até 2016 e a critério da CNR/CBA.

33.14 – O portador de Licença GRADUADOS que deixar de renová-la por prazo superior a 05 (cinco) anos, retornará à categoria inferior a sua, salvo analise do CTDN.

CAPÍTULO VI – DA ORGANIZAÇÃO DAS COMPETIÇÕES

SEÇÃO I – DAS CONDIÇÕES GERAIS

Art. 42 – Todas as manifestações desportivas de automobilismo nacionais, interestaduais e estaduais organizadas no Brasil serão regidas pelo presente Código e serão assim definidas:

I – Evento – É um acontecimento organizado com objetivos automobilísticos, compreendendo uma ou várias provas ou modalidades desportivas.
II – Prova – É uma competição integrante de um evento e corresponde ao intervalo entre a largada e chegada dos competidores, podendo ser:
a) De velocidade – que terão seus resultados definidos através da apuração dos melhores tempos obtidos para cobrir determinada distância previamente estabelecida.
b) De regularidade – que terão seus resultados definidos através da apuração da maior proximidade de uma média previamente estabelecida para cobrir determinada distância.
c) De perícia – que terão seus resultados definidos através de critérios previamente estabelecidos que podem abranger velocidade, média e perícia para cobrir determinada distância.
III – Bateria – É uma subdivisão de uma prova, com seus resultados determinantes para a definição da classificação ou do resultado final da mesma.

42.1 – As provas correspondentes a Campeonatos, Torneios, Troféus ou Copas poderão ser tratadas como Etapas, porém jamais como baterias.

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FEDERAÇÕES AUTOMOBILÍSTICAS NO BRASIL

Federações do Sudeste

FASP - Federação de Automobilismo de São Paulo FAERJ - Federação de Automobilismo do Estado do Rio de Janeiro
FMA - Federação Mineira de Automobilismo FAEES - Federação de Automobilismo do Estado do Espírito Santo

Federações do Sul

FGA - Federação Gaúcha de Automobilismo FAUESC - Federação de Automobilismo do Estado de Santa Catarina
FPRA - Federação Paranaense de Automobilismo

 

Federações do Centro Oeste

FADF - Federação de Automobilismo do Distrito Federal FAUGO - Federação Goiana de Automobilismo
FAMS - Federação de Automobilismo do Mato Grosso do Sul

 

Federação do Norte

FEPAUTO - Federação Paraense de Automobilismo

 

Federações do Nordeste

FCA - Federação Cearense de Automobilismo FAEM - Federação de Automobilismo do Estado do Maranhão
FAEP - Federação de Automobilismo do Estado da Paraíba FPEA - Federação Pernambucana de Automobilismo
FPARN - Federação Potiguar de Automobilismo FAA - Federação Alagoana de Automobilismo
FSA - Federação Sergipana de Automobilismo FAB - Federação de Automobilismo da Bahia

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