A terceira etapa de 2015 do Mitsubishi Motorsports Sudeste começou animada já no dia da inscrição, em menos de 3 minutos as vagas já estavam esgotadas!
    No dia 30 de maio o rally aconteceu, pela primeira vez, nas terras de São José do Rio Preto. A cidade conta com uma infraestrutura bem legal, com bons hotéis, ótimos restaurantes e muitas, muitas fazendas de cana de açúcar. As dicas de onde ficar e onde comer nós demos no post “O que fazer em São José do Rio Preto”, e quem acompanhou nossa matéria não se arrependeu da dica sobre a Bella Capri Pizzaria, mas isso a gente conta logo mais.
    A cidade fica a cerca de 450km de São Paulo, o que fizemos em praticamente 5 horas de viagem. Uma viagem tranquila, em estradas boas e bem sinalizadas, e o melhor de tudo, não pegamos trânsito.
    Chegando ao local do briefing, que aconteceu no Buffet Villa Conte na marginal da Rodovia Washington Luiz, seguimos o protocolo da organização que começa com a entrega da doação dos 30k de alimentos e 6 itens de higiene pessoal, que fazem parte da inscrição de todos participantes. Feito isso, estacionamos nossa viatura e fomos encontrar com os amigos e pegar nosso passo-a-passo, uma ficha onde a cada passo que for cumprido na inscrição você recebe um OK para saber se está tudo certo. Os passos, para quem não sabe, são:
  1. Entrega das doações (alimentos e itens de higiene);
  2. Secretaria de prova para conferir a ficha de inscrição e a documentação do veículo e pegar os adesivos;
  3. CBA, para conferir as categorias dos participantes e se estão federados ou não;
  4. Vistoria do veículo, para conferir se todos os adesivos estão no lugar certo;
  5. Retirada da planilha, e
  6. Colocação do GPS no carro, que irá registrar o caminho percorrido.

 

    Seguimos para os próximos passos, formos para o salão de eventos confirmar nossa inscrição, pegar os adesivos e passar pela CBA. Tudo pronto, voltamos para o local de estacionamento para adesivar o carro e fazer a vistoria. Depois disso foi só aproveitar um incrível buffet de comidas que estava sendo servido para os participantes – o caldo de mandioquinha estava divino – e aguardar o briefing. É hora do show do Lourival Roldan, que dessa vez fez um briefing estilo MMA: rápido e certeiro, deixou todo mundo abalado… de acordo com ele, BALAIOS, MUITOS BALAIOS… Foi dito e feito! 🙂
    Com a planilha de aferição nas mãos nos dirigimos ao local de largada da prova, que ficava à 6 km dali, para aferir os equipamentos. Aferimos o EVO mas na hora de aferir o Sensor Blue (equipamento de navegação por bluetooh da Totem) verificamos que estávamos com uma versão antiga do firmware que não se comunicava com o novo app lançado no dia anterior, então corremos para o hotel fazer a atualização. Foi muito simples e rápido, até um amigo do Sul, que estava com o mesmo problema, foi pra lá para ajudarmos nesta tarefa.
    Agora com carro adesivado, inscrição confirmada, equipamentos aferidos e atualizados é hora de descansar. Ficamos no Ipê Park Hotel, a menos de 2km do local da chegada, cama ótima, quarto limpinho e por mais que a recepção tivesse nos alertados sobre um evento naquela noite, o silêncio reinava.

 

Bom dia… acorda que hoje é dia de Rally!!!

    Café da manhã tomado fomos para o local de largada. O evento sempre é muito bem organizado, música e informações ao comando do LOUCOtor Fernando Solano que é um show a parte. Baixa smart, ajusta horário, pega planilha e já pro carro concentrar e planilhar.  Enquanto a Priscilla grifava todos os dobras e referências curtas, ainda mais em uma planilha bíblia de mais de 80 páginas, haja canetinha marca texto para grifar tanta coisa, eu fui conversar um pouco com nossos amigos e concorrentes.

Um dos que sempre participam dos rallys é o Glauber Fontoura, campeão em 2014 do Rally dos Sertões na categoria Super Production e que no regularidade corre na mesma categoria que a gente. Em uma conversa sobre o que ele achava em voltar a correr um rally de regularidade ele disse:

“Comecei no regularidade, foi onde minha paixão pelo rally começou, e foi minha outra paixão, a Sandra, minha esposa, minha maior incentivadora.  Sempre tive vontade de fazer rally de velocidade, e foi um convite em 1999 que me fez entrar neste outro mundo. Por isso voltar às origens sempre é muito bom. Tento ser competitivo na vida real e nos esportes que pratico… até no chopp (risos). Quando o Giovanni (meu filho) era pequeno e pedia para jogar videogame com ele, eu não o deixava ganhar… Se sou competitivo com meu filho, imagina no rally.”
   É chegada a hora! Carro alinhado, sobe na rampa, coração acelera e dada a ordem do Lourival: VAI… começou! O melhor de tudo, apenas 3km de deslocamento e a prova já iniciava. Foram trechos de terra batida e muitos canaviais.

    Na primeira etapa não encontramos muita lama, mas em compensação, balaios, muitos deles, aqueles justinhos, onde a velocidade era a que você conseguia andar, nem mais, nem menos. Se respirar perde tempo, se desconcentrar, erra o caminho. E erramos :/ Quase todo mundo errou, mas faz parte do jogo. Sorte daqueles que acertaram na primeira e já sairiam na frente.

    As médias foram ótimas, onde tinha buraco andávamos mais devagar, onde a estrada era um tapete, a velocidade aumentava. Em muitas partes da prova cruzávamos com outros competidores, mas cada um no seu tempo, ninguém chegava perto um do outro, mas dava pra se cumprimentar.
    E cadê a cana? Cortaram. Em alguns lugares ela ainda estava lá, em algumas curvas algumas até atropeladas por quem anda justo no tempo, mas a maior parte do tempo ela estava cortada. Tinha até uma referência na planilha que se você não acreditasse em seu hodômetro você pararia em outra cidade, mas, acredite, a estrada estava lá, coberta de palha de cana, mas era lá. E não é que era mesmo? No final daquele palheiro tinha mesmo uma estrada. Ufa, acertamos essa!
    A prova se revezava em trechos mais retos e balaios. Foi um equilíbrio perfeito, nem demais pra você não poder respirar, nem de menos pra você dormir. Foi incrível. Terminamos a primeira etapa em um posto de combustível para uma paradinha pro banheiro. Vinte minutinhos e estávamos de volta na estrada de terra.
    A segunda prova foi mais tranquila, tinha balaios ainda, mas desta vez a proporção foi o contrário da primeira, mais trechos navegáveis tranquilos e balaios menores.
    Desta vez não foi o balaio que nos pegou… mas um treminhão de 158 rodas (nem deu pra contar na verdade) sendo puxado por um trator, e porque… PORQUEEEE ele tinha que ter parado em cima de uma ponte minúscula? Nós até cortamos o caminhão pela grama, mas chegando na ponte não passava nem bicicleta. Conclusão: 45 ETERNOS segundos para ele ter a boa vontade de tirar o trenzinho de lá e nos dar passagem. Agora é recuperar o tempo, mas sempre com segurança né, melhor terminar o rally atrasado do que com uma lateral do carro amassada.
    A prova terminou quase que dentro do local da chegada, só tivemos um pequeno deslocamento e já estávamos estacionando a viatura. Sabemos que nem sempre isto é possível, os diretores de provas tem dificuldade em achar locais para andar próximos à lugares que comportem uma festa deste tamanho, entendemos, mas ficamos muito felizes quando isso acontece 🙂

     O almoço estava muito bom. Enquanto aguardávamos a entrega das parciais, era hora de tomar uma cerveja gelada e discutir com os amigos os pontos positivos e negativos da prova. Com menos carros participando dessa prova, as parciais saíram rapidamente, permitindo aos participantes analisarem seus acertos e erros durante a prova.

 

 

Para Camila Mazoni, que corre junto com o marido André e que já levaram alguns troféus esse ano: “A prova foi muuuuito bacana, bem dinâmica para navega e piloto tb… gostei muito dessa prova! E confesso que gostei de errar o balaio, porque aprendemos bastante com o erro!”
Para Daniel Manse e Mirela Kurata que estão estreiando na turismo: “Como foi a nossa primeira prova da Mit como Turismo, a diferença foi bem grande! E escutando relatos de quem participou das outras, acho que começamos com a melhor prova! 🙂 Prova dinâmica, rápida e adorei a prova não ter deslocamentos grandes! Começou e já caiu na trilha… saiu da trilha e já estava dentro do almoço =)”

    Um ponto que gerou muitas dúvidas na prova foi um balaio na primeira etapa, que compreende as tulipas 245 à 252 e também a 266 (na planilha cada referência recebe um número que fica no cantinho do desenho – tulipa – o que facilita localizar um trecho). A polêmica foi se existia uma tulipa desenhada errada e se a metragem não estava correta, baseados nisso uma dupla de competidores entrou com um recurso (para isso é necessário escrever a dúvida e entregar à CBA junto com um cheque no valor de R$500,00) e assim um grupo de comissários foi até o local da dúvida para remedir o trecho e conferir as tulipas, juntamente com o diretor de prova (o solicitante do recurso também pode acompanhar a medição). Caso seja aceito o recurso, os PCs são cancelados de todos os participantes e o cheque é devolvido ao competidor, caso contrário ele perde os R$500,00 e os PCs continuam válidos. E a conclusão que os comissários da CBA chegaram foi que o erro de metragem foi o mímino, de 1 metro, e a tulipa, mesmo com um desenho não correspondente a total realidade do trecho, não prejudicava a orientação do competidor para onde teriam que seguir.

    De acordo com o diretor de prova, Lourival Roldan:
“Fomos lá no local da tulipa 247 com os 3 comissários e analisaram todo o trecho de carro e a pé. Medimos com o carro e na saída do balaio o pc 54 deu somente 1m de diferença, ou seja, nada. Depois pediram para eu fazer na média, que era 27km/h para graduado e fiz a 30km/h. Sabemos que se tivesse melhor desenhado talvez ninguém errasse e vamos melhorar o desenho, como sempre procuramos fazer. OK. Mas a questão é: esta certo ou esta errado? Os 3 falaram que não estava errado. Então um comissário votou para transformar em pcs de passagem e 2 para manter. Eu só voto em caso de desempate. A verdade é tranquilizadora, mesmo que doa no início. Não fizemos para enganar ninguém, mas para criar dificuldade.”
    Dúvidas esclarecidas, chegou a hora da premiação. Confira abaixo:
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Resultados – 3ª etapa – São José do Rio Preto (SP)
Categoria Graduados

1) Paulo Roberto Goes / Jhonatan Ardigo – Joinville (SC) – 368 pontos perdidos
2) Renato Martins / Enedir Junior – Belo Horizonte (MG) – 389 p.p.
3) José Marques de Souza Junior / Claudio Roberto Flores – Belo Horizonte (MG) – 391 p.p.
4) Olair Fagundes / Waldemberg Barros – Cuaibá (MT) – 399 p.p.
5) Otavio Enz Marreco / Allan Enz – Apucarana (PR) – 421 p.p.

Categoria Turismo
1) Glauber Fontoura / Eduardo Pereira e Costa – Santana de Parnaíba (SP) – 560 pontos perdidos
2) Valdir de Lacerda / Elisa de Lacerda – Pouso Alegre (MG) – 617 p.p.
3) Marcio Pereira / Patrese Pereira da Bella – Rio Bonito (RJ) – 643 p.p.
4) José Carlos Selbach Eymael / Claudia Renate Bernt Eymael – Santana de Parnaíba (SP) – 661 p.p.
5) Gustavo Pereira de Amorim / Debora Rondello Bonatti – Santo André (SP) – 846 p.p.

Categoria Turismo Light
1) Leonardo Menarim / Adriana Micheli – Castro (PR) – 611 pontos perdidos
2) Reginaldo Rocha Lemos Junior / Evaldo Indig Alves – São Paulo (SP) – 737 p.p.
3) Wilson Rodrigues Pinto / Carina Tricarico Camargo – São Paulo (SP) – 783 p.p.
4) Elisabete Tavares / Paulo Tavares – São Paulo (SP) – 850 p.p.
5) Glaucio Peron / Marcelo Dirceu Magalhães – Poços de Caldas (MG) – 886 p.p.

Pódio Turismo Light

Pódio Turismo Light

MitSJRP-26

Gustavo Amorim e Débora Bonatti, dupla do canal Projeto: Piloto

Em seu primeiro pódio no Motorsports a alegria do casal que representa o canal Projeto: Piloto era clara, segundo Débora Bonatti: “Eu particularmente adorei a prova de São José. Nem estou falando do troféu, mas a prova foi bem dinâmica, com dificuldade para navegação e pilotagem. Esses balaios foram bem elaborados, cheio de pegadinhas e qualquer descuido, era um erro. Pro piloto também foi difícil. A retomada após os neutros, curvas e lama foi complicado. Aí falando do prêmio… primeiro pódio nosso da Mit. Até agora não estamos acreditando, porque um dia queríamos estar lá, perto do pessoal que anda bem, e em quem nos espelhamos várias vezes… e funfou! Bora pra Goiânia!”

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 Confiram todos os resultados da prova, as performances dos competidores e como está o campeonato clicando aqui!
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MitSJRP-30    Depois da premiação foi hora de comemorarmos com os amigos… Lembra que eu disse sobre a Bela Capri Pizzaria no início deste post? Pois é, o lugar surpreendeu… Dica do pessoal do De Casa Para o Mundo, que escreve para a gente com estas dicas nas cidades onde acontecem as provas. Chegando lá parecia um lugar pequenininho que não comportariam nosso grupo de amigos, mas foi só entrar na pizzaria e vem a descoberta… Um salão enorme lá dentro, lindo , todo decorado e onde pudemos ficar todos juntos. E o melhor… Vinho da melhor qualidade e a pizza melhor ainda. Hummmm… Que fome!!! Se for para São José do Rio Preto fica a dica… Vale a pena.

 

 

Destacando algumas coisas que achamos da prova e que também foram muito comentadas pelos participantes:

 

Pontos altos:

– Pequenos deslocamentos no começo e final da prova;

– Velocidades pertinentes às condições da estrada;

– Muitos balaios e na medida, o que deixou a prova muito gostosa para o navegador e principalmente para o piloto.

 

Pontos baixos:

– A dúvida gerada no laço da primeira etapa, em um trecho que poderia ter sido desenhado de outra forma; e

– O treminhão que nos atrapalhou!

 

Esta foi uma das melhores e mais emocionantes provas de rally da Mitsubishi que fizemos!

Confiram mais fotos em nosso facebook e logo logo os vídeos dessa etapa aqui no site!

 

Parabéns ao Lourival Roldan e toda sua equipe que preparou esta excelente etapa para todos nós!