Falando de Dakar – 01

Vim, venci e fui embora…

No Rally Dakar essa frase pode ser usada pela equipe oficial da Volkswagen que após dominar as edições de 2009 a 2011 do maior rali do mundo, simplesmente saiu da categoria, em uma clara demonstração de que os objetivos foram alcançados e que parando por cima além deixar uma imagem de superioridade, deixaria para sempre aquela questão que sempre falamos: e se os Touaregs estivem correndo…

Agora quem está prestes a repetir o feito é a Peugeot, com seus Bugs de tração traseira e motores diesel de 6 cilindros. Após vencerem as duas últimas edições, já anunciaram que 2018 será a despedida da equipe do Rally Dakar, independente do resultado, mas alguém tem dúvidas do quanto eles querem vencer a prova de despedida???

Duplas com qualidades e motivos para vencer eles têm de sobra, o tricampeonato consecutivo para Peterhansel e Jean Paul seria praticamente a eternização do melhor conjunto da história do Dakar, uma vitória de Sainz e Lucas marcaria a aposentadoria com vitória do El Matador junto a saída da Peugeot, a vitória de Loeb e Elena seria o sonho da equipe, com a dupla que mais se identifica com a história da marca em competições, mesmo uma vitória de Deprês e Castera seria fantástica, afinal justificaria a aposta da marca francesa por um piloto inexperiente nos carros.

Mas será que alguma equipe tem condições de estragar essa festa de despedida???

Embora a missão seja muito difícil, a Mini e a Toyota são as equipes que esperam jogar água na champanhe da Peugeot. Ambas tem a seu favor as mudanças de regulamento, que focaram em tentar minimizar as vantagens técnicas dos 4×2 em relação aos 4×4, assim os 4×2 tiveram seus pesos mínimos aumentados, enquanto os 4×4 tiveram seus pesos diminuídos e ganharam curso de suspensão, além de novos modelos de pneus desenvolvidos pela Michelin. Essas alterações com certeza vão aproximar as performances e tanto a Mini quanto a Toyota, passaram muitos dias no Marrocos testando as novas configurações, pilotos de ambas se mostraram extremamente otimistas após os testes. A Mini mesmo com as alterações no regulamento, decidiu que era hora de estrear seus bugs oficiais e vai para essa edição do Dakar com forças divididas, metade com os 4×4 no novo regulamento com destaque absoluto para o piloto Nani Roma que retorna a equipe a qual foi campeão e fará dupla com Alex Haro, já a outra metade com 4×2, num conceito muito similar aos Peugeots. Quem testou esses Bugs, diz que são impressionantes. Liderando esse modelo, o destaque fica para Mikko Hirvonen e Andreas, a dupla aposta dos alemães.

Na Toyota com seus fantásticos motores V8 gasolina, as duplas que encabeçam são talvez as duplas mais distintas do grid. Nasser Al-Attiyah e Matthieu Baumel formam a dupla mais rápida do Cross Country mundial na atualidade, no outro lado a Toyota tem De Villiers e Dirk Von, dupla extremamente regular. Porém das particularidades e curiosidades das principais duplas, falaremos em um outro texto.

Vamos lá que o Rally Dakar 2018 está chegando.

Youssef Haddad
Spinelli Racing

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