Piloto e o navegador Vilson Agudinho enfrentaram 3,6 mil quilômetros a bordo de um Suzuki Jimny realizando eles mesmos a manutenção do veículo

Foram mais de 3,6 mil quilômetros percorridos a bordo de um Suzuki Jimny enfrentando erosões e todos os tipos de terrenos, com pedras, piçarras e muita areia, até chegar a Fortaleza (CE) e completar o sonho de participar de um Rally dos Sertões pela primeira vez. O piloto Edson Di Nolé e o navegador Vilson Agudinho alcançaram o objetivo de terminar a competição e ainda subiram no pódio com o quarto lugar da categoria Production T2 do Cross Country.

A dupla chamou a atenção pelas cidades onde a caravana do Rally dos Sertões passava com o Jimny azul e amarelo que eles mesmos ficaram responsáveis pela manutenção, realizando uma maratona durante toda a competição. “Somos dois amantes da marca Suzuki e montamos um projeto para participar da categoria Production T2 do Rally dos Sertões com uma ideia baseada na categoria ‘Self’ que existe no Rally Dakar, na qual você faz a prova toda sem apoio nenhum de manutenção. Mandamos essa proposta para a Suzuki que gostou muito. Assim, a gente precisava de um carro de baixo custo e muito resistente e foi aí que optamos pelo Suzuki Jimny”, conta Di Nolé.

Segundo o piloto, a experiência de fazer a manutenção do carro durante a noite e competir ao longo do dia é cansativa, mas por outro lado a dupla acabava conhecendo ainda melhor o veículo. “Durante a prova fomos dosando a nossa participação, não andando de forma tão agressiva, porém com o intuito de chegar todos os dias. A nossa experiência foi maravilhosa, o meu navegador é um excelente mecânico de 4×4 e nós dois corríamos durante o dia e fazíamos a manutenção sozinhos durante a noite. Isso nos ajudou muito porque a gente conhecia bem o carro, que se mostrou muito robusto para uma prova como o Rally dos Sertões”, diz.

Louco ou apaixonado por rally?

O piloto ainda foi chamado de louco por alguns competidores quando anunciou que ia participar do maior rally do país sem equipe de apoio. “Decidimos correr o Rally dos Sertões só 21 dias antes do evento. Nosso intuito era só conseguir terminar a prova, por se tratar do segundo maior rally do mundo, uma competição extremamente difícil na qual o índice de quebras e de acidentes é enorme. Muita gente não acreditava que íamos conseguir, nos diziam que era impossível, mas deu tudo certo e conseguimos e isso foi uma surpresa para muita gente”, comemora Di Nolé.

Solidariedade

O Rally dos Sertões é conhecido por suas ações solidárias e essa solidariedade também contagia os pilotos e navegadores que participam da competição. O piloto Edson Di Nolé, por exemplo, realizou a doação de 54 itens entre andadores, cadeiras de rodas e muletas para auxiliar deficientes físicos atendidos pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). As doações foram possíveis através da empresa do piloto, a Orthogen Tecnica Ortopédica, da cidade de Sorocaba (SP). A OVG presta atendimentos em várias áreas da saúde. O piloto também fez a alegria das crianças atendidas pela instituição com a entrega do Kit Achilles, com boné e squeeze.

Para realizar esse sonho e enfrentar o desafio do Rally dos Sertões, Di Nolé contou com patrocínio de SFI CHIPS, Pneus Achilles, RUFF Combustíveis, Suzuki One, ALFA-X Condicionador de Metais, Counteract, Gomes Auto Peças, Filtros INflow, Orthogen Ortopédica, Tecpads, Puridiesel, Tempermax e Riff Comunicação Visual.

O 26º Rally dos Sertões foi realizado entre os dias 18 e 25 de agosto, com largada em Goiânia e chegada em Fortaleza. No total, foram percorridos 3.607 quilômetros em sete dias de prova. Além das categorias de carros divididas no Cross Country e Rally Regularidade, a competição contou com a participação de motos, quadriciclos e UTVs. Para 2019, a organização já anunciou o roteiro com largada em Campo Grande (MS) e chegada em Goiânia, passando pelo deserto do Jalapão.

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Informações divulgadas pela assessoria de imprensa.

Texto: Aline Ben da Costa/Comunicação 4×4