Conversamos com José Mário Dias, fotógrafo de rally que esteve presente no último Rally Dakar e no início do mês (fevereiro/2016) fez a exposição Nas Lentes do Rally (veja o post sobre a exposição) e durante um final de semana leiloou algumas de suas fotos para ajudar o Hospital Municipal de Guaratuba, e nós do Tulipa Rally, arrematamos uma de suas obras.

NasLentesDoRally

Zé, você é um fotógrafo já consagrado no meio do rally. Você só fotografa rallys ou seu olhar também é focado em outros esportes?

Acredito que meu nome seja bem consolidado no Rally, por que eu não fiquei apenas no Cross Country, Velocidade ou Regularidade. No Brasil, existem muitos ótimos fotógrafos nestes meios, mas, eles ficam concentrado apenas em determinados tipos de competição. Eu, já fiz muito de todos, Brasileiro de Rally de Velocidade, Copa Peugeot, que seria o exemplo de Velocidade, tenho 7 Ralis do Sertões e 4 Dakar, que são os melhores exemplos de rali Cross country, e também já fiz alguns Transcatarina, que é o mais bem organizado rali de regularidade do Brasil. Além, de eu fazer muita pista, Stock Car, Fórmula Truck, F1, entre outras. Isso, acho que acaba te dando mais possibilidades de criar.

 

No rally, você acompanha desde quando? E quais são os principais eventos que você sempre está presente?

Eu iniciei minha vida profissional em ralis, iniciei em 2004, e me considero profissional desde 2007, quando me mudei para Curitiba e passei a viver das fotos. Então, de uma forma ou outra, sempre estive envolvido com ralis. Alguns anos mais, outros menos. Ultimamente tenho feito o Dakar, os principais do Brasil, como alguns do Paranaense de Rally, e o Rally de Erechim, que é o maior do Brasil.

 

Estar presente no Dakar é um sonho para qualquer amante do esporte, fotografar então, é melhor ainda. Foi seu maior desafio como profissional?

O Dakar é muito mais do que qualquer pessoa imagina. Por ele ser itinerante, com uma distância gigante entre as cidades, envolve muito mais logística, do que fotografia propriamente dita. As vezes por exemplo, você deixa de ir em um lugar onde sabe que as fotografias seriam as melhores, para poupar tempo e físico, optando então em ir em um lugar um pouco pior, mas, de mais fácil acesso. E pra mim, é sim a maior vitória da minha carreira até então. E também é o evento mais desafiante e desgastante que já cobri.

 

Foto de José Mário Dias

Foto de José Mário Dias

Esta foto (acima), que o Tulipa Rally adquiriu no leilão beneficente (a propósito, parabéns pela iniciativa), sabe de quem é o carro fotografado?

Obrigado. Nada como poder mostrar nosso trabalho e ainda ajudar o próximo. – Eu realmente não sabia de quem era a foto, mas, fui atrás para descobrir, olhando as outras fotos da sequencia. Pertence ao solitário piloto francês Andre Hirigoyen, que anda sozinho em um VW Buggy.

 

Conte um pouco sobre a história deste click.

Muitos carros passavam forte apor alí, mas, nenhum tão forte quanto este, e o que eu mais gostei desta foto, é que ela ficou muito simétrica, as 4 lanternas centrais dão essa impressão, além da água, bem parecida dos dois lados.

 

Quem quiser adquirir um quadro de uma das suas fotos, ainda é possível? Como fazer?

Infelizmente agora não é mais possível adquirir nenhuma imagem neste projeto. Pois já fizemos as entregas do quadros, mas, obviamente, quem quiser comprar qualquer quadro com fotos de minha autoria, sejam fotos que publiquei no Facebook ou Instagram, que são muitas, é só entrar em contato comigo que podemos conversar. 🙂

 

 

Quer saber mais sobre  aventura de ter fotografado o maior rally do mundo? Confira aqui a matéria do José Mário Dias na Revista Metrópole.

 

Mais algumas fotos feitas pelo José.