Matéria publicada no AutoSport Brasil

Equipe Mitsubishi Petrobras está pronta para enfrentar os 9.583 kms do Rally Dakar com o ASX Racing. A maior prova off-road do Mundo começa no dia 2 de janeiro em Buenos Aires e terá desafios por trilhas, estradas e desertos.

EquipeMitsubishi

Partindo de Buenos Aires e retornando a Rosario, na Argentina, passando pela Bolívia, serão 9.583 quilômetros em 15 dias no maior desafio off-road do Planeta, o Rally Dakar. A Mitsubishi vai apresentar três ASX Racing à disputa com as duplas: Guilherme Spinelli / Youssef Haddad e Carlos Sousa / Paulo Fiuza, pela Equipe Mitsubishi Petrobras e João Franciosi / Gustavo Gugelmin, pela Ralliart Brasil. A mesma formação que esteve em Portugal participando no Baja Portalegre 500, que encerrou o Mundial FIA.

“Iremos com uma equipe forte. São três carros iguais desenvolvidos pela Ralliart Brasil com três duplas experientes. Isso aumenta a troca de informações entre os pilotos e dá mais tranquilidade durante a prova”, afirma Guiga Spinelli.

Com uma grande experiência no off-road e três títulos consecutivos na categoria Protótipos T1 do Rally dos Sertões, João Franciosi faz sua estreia na grande aventura do off-road mundial. “Quando alguém entra no rali, almeja fazer o Dakar com um carro top. E depois de 11 anos de Rally Sertões estou realizando esse sonho. Um objetivo que vinha buscando há muito tempo e isso é muito gratificante”, comemora João Franciosi.

O Rally Dakar terá 556 competidores de 60 países. Uma das novidades desta edição será o prólogo realizado em Buenos Aires. Com apenas 11 quilômetros, a prova será no dia 2 de janeiro e definirá a ordem de largada.

Com a saída do Peru do roteiro, a organização se viu obrigada a alterar o planejamento inicial, o que mudou também as características da competição. “Vai ser um percurso muito diferente, com características de um Baja, com mais caminhos e estradas do que deserto. Esse tipo de prova nos favorece”, comentou o português Carlos Sousa, vencedor da Taça do Mundo FIA de Rally Cross-Country e Baja pela Mitsubishi em 2003.

O Dakar começa a mostrar suas dificuldades logo no terceiro dia, com a maior especial desta edição. Serão 521 km de trecho cronometrado entre a Villa Carlos Paz e Termas de Rio Hondo, em território argentino, totalizando 858 km.

“A primeira parte do rali terá especiais longas, dias longos, mas com características mais tranquilas”, destaca o navegador Youssef Haddad. Uma novidade que irá dificultar ainda mais será a etapa maratona logo no quarto dia de competição. Desta vez, nem os pilotos poderão fazer a manutenção dos veículos, como normalmente ocorre. “Desde 1998 o Dakar não tem uma etapa desse tipo”, reforçou Youssef.

Na chegada à Bolívia, a chuva pode complicar e dificultar ainda mais as especiais, assim como ocorreu em 2015. “A Bolívia foi um misto de surpresas. Os carros estarão sujeitos a um enorme desgaste e a altitude sempre preocupa”, afirma Carlos Sousa.

O dia de descanso para os competidores será em Salta, na Argentina, dia 10 de janeiro. Mas é a partir daí que a prova começará a complicar ainda mais.

“Serão três dias em Fiambalá, uma região que tem o maior índice de abandonos da competição, devido ao alto grau de dificuldades. A organização divulgou que a etapa que é um laço em Belén será a pior especial de deserto da história da prova. E aquela região, apesar de não ter grandes extensões de desertos, tem plenas condições para isso”, assinala Youssef.

O dia de prova com maior quilometragem será na reta final, com uma extensão de 931 km para serem percorridos, entre San Juan e Villa Carlos Paz e um total de 481 km de especial cronometrada.