Aconteceu neste final de semana a 17ª edição do Rally da Mulher, um projeto de realização da TV Anhanguera e organizado pelo Trail Clube Goiano, na cidade de Goiania. Antes da prova acontecer, conversamos com a Jessica Hajjar, que já esteve conosco conversando sobre rally – confira aqui a matéria Manda quem pode, obedece quem tem juízo – sobre suas expectativas de como será correr uma prova de rally no meio de tantas mulheres. Acompanhe conosco:

Tulipa Rally: Jessica, v0cê que acompanha os bastidores do Rally, já participou de alguma prova de rally?
Jessica Hajjar: Bom, já participei algumas vezes de algumas provas de regularidade que aconteceram em Goiânia, mas nunca em um evento dessa proporção, como o Rally das Mulheres, considerado um dos maiores do país, com a participação de 500 mulheres, confesso que será novidade para mim.

TR: O que você espera encontrar pelo lado “de dentro” da competição?
JH: Espero adquirir muita experiência em relação a pilotagem e navegação, o piloto deve ouvir muito e confiar nas pessoas que estão dentro do mesmo carro. E essa prova será um aprendizado para minha carreira profissional como assessora. Vou conseguir compreender melhor o que se passa com o piloto e navegador durante as competições que participamos durante o ano e assim trabalhar para ter uma equipe cada vez melhor. E será também um grande aprendizado para minha vida pessoal, pois saber ouvir, confiar e ser subordinado à regras é algo que precisamos trabalhar diariamente, todos nós sabemos que não é fácil.

TR: Você que gosta de velocidade, vai conseguir se segurar no regularidade?
JH: Não vai ser fácil! Estou treinando para ser rápida e ouço sempre: “- Jessica senta e acelera!”. “Segurar o pé” vai ser um desafio, com certeza terei aquela vontade de acelerar tudo, mas tenho que manter o foco que essa competição não vence o mais rápido.

TR: E a responsabilidade de correr ao lado de uma vencedora do Rally, já que sua mãe ficou em segundo lugar na edição passada?
JH: Isso pesa muito, minha mãe é muito detalhista, extremamente técnica, trabalha sempre com números e além disso tem um sangue de japonês (risos). No rally de regularidade, um pequeno erro pode por tudo a perder e não quero ser a pessoa responsável por isso, afinal estou acostumada com velocidade.

TR: O Rally da Mulher é uma prova tradicional onde o grid é muito grande, a competitividade entre as participantes é um complicador? Mulher sempre é muito competitiva?
JH: A mulher já nasce competitiva, mas acho que isso não é algo que complicaria minha participação. Estou acostumada a competir no esporte a vida toda, trabalho muito meu psicológico para que nenhum fator externo possa interferir na minha concentração e confesso que sempre deu certo, espero que dessa vez não seja diferente.

TR: O que você acredita que será o ponto mais difícil no Rally?
JH: Ah! Uma pergunta fácil de responder!  Passar o dia dentro do carro com mais 4 mulheres será o maior desafio da vida – risos. Eu trabalho com automobilismo ao lado de homens, e mulheres são extremamente diferentes; falam mais, são detalhistas, são sensíveis e o fato de correr com a minha mãe também será um desafio, tenho que entender que ali dentro ela fará o papel de navegadora e não de mãe.

TR: Como surgiu o convite para sair dos bastidores e ir para dentro do carro de Rally?
JH: Fui convidada pela Oktos Chopp, considerada uma das empresas que mais apóia o Rally, desde pequenas competições regionais até o Rally dos Sertões. A mesma tem como sócio-diretor, Wesley Rosa que é também um dos membros do Jeep Clube de Anápolis, no qual meu pai foi presidente durante 8 anos. E é claro que esse convite para uma pessoa que vive e tem como paixão o automobilismo, foi irrecusável!

E depois desta conversa, lá foi Jéssica, com sua navegadora e mãe, Luciana, juntas também da Viviane, Gabrielly e Mrisel, para o Rally da Mulher. Quer saber o resultado? Não poderia ter sido diferente… o lugar mais alto do pódio da categoria 4×2. Mas para saber mais sobre esta história, só na próxima matéria.