André Miranda, piloto do Cross Country, se aventurou no Rally Paulista de Velocidade, em Taubaté, e conta um pouco sobre o que achou da prova.

Pra nós do Cross Country, a parte “fácil” é que podemos fazer o levantamento da prova antes, temos a possibilidade de andar na pista e conhecê-la antes da corrida em si. No campeonato brasileiro de velocidade são permitidas 2 voltas de reconhecimento, porém com um carro que não seja de competição e com limite de velocidade, até 60 km/h. No Paulista de Velocidade é permitido fazer mais de 2 vezes, mas é tanto tempo que a gente acaba perdendo para fazer um levantamento da especial bem feito que não dá tempo de andar tanto assim mesmo. Nesta nossa primeira vez no velocidade, fizemos o levantamento que levou 1 hora na primeira especial e mais uns 40 minutos na segunda especial, um pouco mais curta e demos uma volta no limite da velocidade conferindo o levantamento que havíamos feito anteriormente. O legal também é que podemos filmar o trajeto e assistir depois, para não perder nenhum detalhe de cada curva que iremos enfrentar pela frente.

Depois desta experiência, já que no velocidade não usamos praticamente o odômetro durante a prova, percebemos que o segredo é marcar muita coisa, cada detalhe mesmo. Quanto mais detalhes você marcar na sua planilha, mais referências próximas umas das outras e consequentemente você fica mais alerta para tudo que está na sua frente. Se deixar muita distância entre uma referência e outra, você acaba se perdendo sem saber se já passou aquele detalhe da pista e acaba andando num ritmo menor. Na nossa planilha marcamos cada alto na pista, buraco, valeta, tudo mesmo. Isso tem seu lado positivo mas também tem seu lado negativo… tantos detalhes deixam a prova muito estressante. A navegação se torna extremamente rápida, o navegador não tem tempo para nada, anotar nada, corrigir uma tulipa, nada. No carro é o navegador falando o tempo todo e o piloto em silêncio do início ao fim, ouvindo muito atentamente e só acelerando e corrigindo o carro.

Esta prova para nós, que andamos com a New Triton RS, foi uma prova muito estreita, apertada para o carro que tem 2 metros de roda a roda, e comparado aos demais carros de velocidade que são menores e bem mais ágeis e leve que o nosso. Isso foi um desafio a parte para enfrentarmos nesta prova.

Foi sensacional!!! “Faca nos dentes” literalmente. Ritmo da Mitsubishi CUP mas no meio dos eucaliptos com uma pista muito estreita, muitos troncos de árvores nas beiradas o que não permite um erro do piloto. É incrível e foi incrível. Recomendo a todos os pilotos de Cross Country a vir experimentar o que é o velocidade, vale a pena, é demais.

A prova aceita que o competidor venha andar com Triton RS, pode vir de TR4, ASX, Triton ER, vale muito a pena. É sensacional a prova. A tocada é outra e ajuda a evoluir muito o piloto. O navegador nem se fala então. O entrosamento entre a dupla tem que ser muito afinado, é um treino e tanto para a dupla. No Cross Country temos outros desafios, tão interessantes quanto, todo aquele mistério e novidade de para onde ir, em não conhecer caminho, mas o velocidade tem outros desafios, fazendo o piloto e navegador sentirem mais a prova, não da tempo nem de olhar pra fora… piscou perdeu uma referência.

Pra gente a experiência muito boa. Foi muito bom. O resultado foi muito melhor que esperávamos, andar no tempo destes 4×4 de velocidade foi muito bom, e andar no tempo de um Lancer Evolution e um XRC é melhor ainda. Recomendo!!!

Aproveite e dê uma voltinha a bordo da New Triton RS com o André:

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Resultado dos 5 primeiros no Rally Paulista de Velocidade – Taubaté:

1º – P.NOBRE / G.MORALES – Mitsubishi Lancer EVO – 0:59:34
2º – A.MIRANDA / A.PEDROSO – NEW TRITON RS – 1:02:26
3º – E.DONATO – UTV – 1:04:48
4º – E. DESTRO / S. AVALLONE – Peugeot 207 – 1:05:27
5º – L. FACCO / F. HERRERO – Peugeot 207 XRC – 1:06:56

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André Miranda conta com o apoio de BASF, SFICHIPS e Tulipa Rally.